quarta-feira, 29 de abril de 2009
Herdade Porto da Bouga Reserva 2007
Produtor: Porto da Bouga Vinhos Lda
Castas: Trincadeira; Aragonês; Alicante Bouschet; Syrah e Touriga Nacional
Alc: 13,5º
Preço: 4,99€
Nota de Prova: 15,5 /16
Eis o vinho do mês!
Depois de conversa entre os editores do Pontão resolvemos consagrar este néctar da Serra de S. Mamede. Referência em termos de consistência e relação preço qualidade é um vinho que desde as primeiras colheitas (a de 2001 é memorável) se tornou uma marca presente no panorama vínico do Alto Alentejo.
Modernizou-se desde colheita de 2006, com a introdução da Syrah e da Touriga Nacional, tornando-o menos "rijo" e mais acessivel. Pessoalmente continuo a ser um fã dos antigos Porto da Bouga, um pouco mais rústicos, feitos à base da triologia Trincadeira, Aragonês e Alicante Bouschet. Plenos de carácter Alentejano, espelhando da melhor forma o terroir de S. Mamede. Por isso guardo religiosamente um Porto da Bouga Garrafeira 2004 (que custa sensivelmente o dobro do reserva) a qual espero vir a degustar com a graça de Deus numa ocasião especial.
A Prova
Côr carregada com laivos violeta. Presença forte no nariz com muita fruta vermelha, na boca confirma-se a fruta de boa qualidade e em abundância, aliada a uns taninos bem presentes, que lhe poderão garantir alguma guarda. è um tinto guloso e extremamente gastronómico, para aqueles que gostam de vinhos que casem na perfeição com a cozinha do nosso Alentejo, sugeria fazendo jus á terra que o viu nascer, que o fizessem acompanhar de umas migas de batata com carne do alguidar frita
Bom apetite e boas provas
Um abraço a todos
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Encostas de Estremoz Reserva 2003

Ao provar: O vinho tem estrutura, sabor a frutos silvestres e um leve toque
achocolatado.
Região: Alentejo – Sousel
Designação do Vinho: Regional Alentejano
Tinto: DJ Encostas de Estremoz Reserva
Data da Vindima: Setembro 2003
Touriga Nacional, Touriga Franca, Alicante Bouschet
Maceração pré-fermentativa: 6 dias a 6º C
Fermentação de 10 dias começando a 28 ºC e terminando a 20ºC
Maceração pós-fermentação: 30 dias a 20ºC
Estágio de um ano em barricas novas de carvalho francês grão fino
e extrafino, e 10 meses na garrafa.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Casa de Alegrete 2005

Região: Alentejo (Alegrete-Portalegre)
Produtor: João Torres Pereira
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Alicante Bouschet
Preço: A rondar os 10€
Nota (0 a 20): 16
Já algum tempo que provei esta pomada.
Foi num almoço no “Solar do Forcado” (Portalegre), acompanhar uma bela espetada de touro bravo, que recomendo vivamente experimentarem este restaurante (Não achas Zé?)
Voltando ao vinho, para o grau alcoólico (14%) é um vinho suave, que com o tempo de abertura da garrafa vai melhorando, se for decantado talvez se torne ainda mais apetecível.
É um vinho “guloso”, pois a medida que os copos se sucedem, mais apetecível se torna.
Post Scriptum : Como não percebo muito de vinhos, mas gosto de beber bons vinhos, esta é a maneira que eu arranjei para analisar esta pomada, para perceberem melhor o que disse o melhor é prova-lo.
Boas provas
domingo, 19 de abril de 2009
CONVENTO da TOMINA 2007

Sábado, 11 de Abril do ano do Senhor de 2009 (Este comentário vem finalizar o tríptico sobre este dia).
terça-feira, 14 de abril de 2009
HERDADE dos GROUS 2006

PRODUTOR: Herdade dos Grous
CASTAS: Aragonez, Syrah, Alicante Bouschet e Touriga Nacional
TEOR ALCOÓLICO: 14% Vol
PREÇO: 8 a 10 euros
NOTA DE PROVA: 16 (0 a 20)
Sábado, 11 de Abril do ano do Senhor de 2009
Tal como havia prometido no meu último post, venho dar-vos a conhecer o vinho da segunda prova desse jantar e que, tal como já tinha referido, foi o rei da noite.
O Herdade dos Grous 2006 é produzido na herdade homónima e trata-se do vinho de preço mais acessível da adega.
Falo em vinho de preço mais acessível porque, para um vinho desta qualidade, não faria sentido chamar-lhe "parente pobre" (como chamei ao Chaminé), ainda que se trate do vinho de gama baixa da adega.
A gama de vinhos desta casa conta ainda com o Herdade dos Grous Reserva (o topo de gama); o Herdade dos Grous 23 Barricas e o Herdade dos Grous Moon Harvest.
Este vinho foi a minha primeira prova desta casa e devo dizer que fiquei com vontade de provar todos eles...
É um vinho intenso, de cor e corpo, como deve ser um bom alentejano. Muito aroma a fruta no nariz, a qual não desilude na boca, pois mostra bom volume, o qual casa muito bem com o paladar a essa fruta que já nos satisfez o olfacto. Tivesse eu mais conhecimentos vinícos e arriscaria ainda dizer que estamos na presença de um vinho com um final longo (não interminável, mas longo...).
O objectivo deste post tripartido não era comparar os vinhos que foram provados. No entanto, tal comparação torna-se inevitável para qualificar este vinho.
Fazendo-lhe justiça, há que dizer que ridicularizou o primeiro (Chaminé 2005) e ofuscou o terceiro (posso adiantar que se trata do Convento da Tomina 2007).
Despeço-me com amizade e até ao próximo comentário.
Abraço e boas provas.domingo, 12 de abril de 2009
CHAMINÉ 2005

PRODUTOR: Casa Agrícola Cortes de Cima
CASTAS: Aragonez, Syrah, Trincadeira e Touriga Nacional
TEOR ALCOÓLICO: 14% Vol
PREÇO: 4 a 6 euros
NOTA DE PROVA: 13 (0 a 20)
Sábado, 11 de Abril do ano do Senhor de 2009 (este comentário será o primeiro de três relativos a este dia).
Para um jantar correr bem, espera-se boa companhia, boa comida e boa bebida (bom vinho, neste caso).
Boa companhia: Presente.
Boa comida: Presente.
Bom vinho: Presente, mas atrasado... Porquê? Porque a primeira prova da noite, este Chaminé 2005, não convenceu. O segundo vinho da noite (de que falarei noutro post) é que foi o rei da noite.
Quanto ao Chaminé 2005, trata-se de um vinho da Casa Agrícola Cortes de Cima, a mesma que produz o vinho Cortes de Cima, que o Mike comentou recentemente.
O Chaminé é o "parente pobre" desta adega que produz dois "monstros" (aqui deve ler-se: vinhos de extraordinária qualidade): Cortes de Cima Reserva e Incógnito.
O Chaminé 2005 é um vinho que denota pouca complexidade. Até tem uma aroma bastante frutado, só que essa fruta torna-se (na minha modesta opinião) demasiado àcida na boca.
Tem pouca cor (quando comparado no copo com o segundo vinho, é como dia e noite) e o corpo também deixa muito a desejar.
É um vinho para agradar, mas que deixará muito a desejar para os apreciadores que já tiverem provados outras pingas...
O meu conselho para quem quer provar os vinhos desta casa sem gastar muito (o Cortes de Cima Reserva e o Incógnito andam por volta de 50/60 euros): por mais uns euros, provem antes o Cortes de Cima.
Despeço-me com amizade e até ao próximo comentário.
Abraço e boas provas.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Cortes de Cima 2005

Região: Alentejo (Vidigueira)
Classificação: Vinho Regional Alentejano
Produtor: Casa Agrícola Cortes de Cima
Castas: 75% Syrah, 15% Aragonez (Tempranillo), 5% Touriga Nacional, 3% Cabernet S.
Alc: 14,5º
Preço: Varia entre os 9 e os 12€
Nota de Prova: Gostei 2 vezes
Como primeiro vinho postado escolhi esta pinga. Foi o vinho do "Dia de Feira", ou seja almoçarada familiar…
Sobre o vinho: Como gosto particularmente de Syrah gostei muito... O sabor a frutos vermelhos ajuda a não esquecer este vinho.
Espero que gostem (os que ainda não provaram) …
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Herdade das Barras 2004
Região: Alentejo (Vila Nova da Baronia)
Classificação: Vinho Regional Alentejano
Produtor: SAPOA
Castas: Alicante Bouchet, Syrah e Aragonês.
Alc: 14,5º
Preço: Bastante variável, já o vi entre os 8 e os 15€
Nota de Prova: 15,5
Cor bastante carregada, no nariz as notas tostadas e a baunilha são dominantes, tirando o protagonismo à fruta. Na prova de boca revela-se um vinho de perfil Novo Mundo, quente e doce, onde se nota bastante o trabalho da madeira num final pontuado pela baunilha e chocolate. Os 14,5º são impositivos faltando um pouco de frescura, que lhe daria outro gabarito
Post Scriptum: Talvez este vinho mereça outra oportunidade, ser provado a seguir à Herdade do Perdigão Reserva 2004, não foi fácil
Abraços, uma Santa Páscoa
Herdade Perdigão Reserva 2004

Região: Alentejo (Monforte)
Classificação: Vinho Regional Alentejano
Produtor: Herdade do Perdigão
Castas: Trincadeira, Aragonês e Cabernet Sauvignon
Alc: 15º
Preço: por volta dos 25€
Nota da Prova: 17,5
5 de Abril de 2009
Porque há dias assim... que são quase perfeitos, quando voltamos a acertar os ponteiros do relógio, para mais uma etapa no caminho, que desejamos longo e próspero.
Porque há momentos que devem ser celebrados com aqueles que amamos, há vinhos que se tornam especiais.
Uma côr mais para o retinto, deslizando no copo, onde vai deixando uma lágrima. No nariz somos remetidos para aromas balsâmicos, alguns tostados e a fruta algo escondida.
Na boca temos a prova dos 9 de um grande vinho, sensações balsamicas, fruta de muito boa qualidade, bem integrada com a madeira, elegância e muita frescura, que nos faz esquecer que estamos a beber um vinho com 15º, termina de forma persistente e ligeiramente apimentado. Muito bom, foi a estrela do dia
Post Scriptum: Desculpem a extensão deste post, mas para um dia quase perfeito como o 5 de Abril, onde desde a manhã à noite os meus entes mais queridos, não pararam de me surpreender... tinha de ser
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Phebus Reserva 2005

Produtor: Fabre Montmayou Wines
Castas: Malbec
Alc: 14,5º
Preço: à volta dos 13€
Nota da Prova: 17
Este post é uma pequena provocação ao amigo Paulo Caldeira, visto que recentemente adquiriu o famoso Fabre Montmayou Gran Reserva de 2005 que joga numa divisão acima do Phebus.
Esta garrafa foi trazida pelo amigo António Caldeira, num respasto, no monte do amigo Domingos Cunha, tendo sido a estrela da noite.
Uma côr densa e um aroma inicialmente fechado, abrindo depois especiado e abauninlhado. Na boca a primeira impressão é a de um tinto algo fechado (há que considerar que não foi decantado), evoluindo depois para fruta de muito boa qualidade, algum cassis e especiaria.
Confesso que o mais impressionante deste Phebus são os seus taninos, bastante polidos, amparando na perfeição os 14,5º dando-lhe um final fino e sofisticado de grande persistência.
Enfim caros amigos para o preço vale a pena experimentar, é um vinho diferente daqueles que vamos provando, pena é que na nossa região seja dificil de encontrar.
Post Scriptum: Paulo se o Phebus tem esta qualidade imagina o Fabre Montmayou Gran Reserva que repousa na tua garrafeira
Abraços e até para a semana