Editorial

Nas conversas dos antigos o Pontão das Vinhas, é descrito como o sítio, de onde saia o belo néctar báquico. Hoje do sítio resta o nome, a vinha há muito que foi arrancada. Nesta Terra de apreciadores do precioso liquido, este sitio, obra de um grupo de carolas, transporta para a rede o espírito de uma vila milenar, outrora berço de grandes “pomadas” e episódios marcantes na História de Portugal.
Este espaço pretende ser um ponto de encontro de veirenses (e não só), acima das diferenças politicas, futebolísticas, de cor, credo, ou género. Um Sitio para os amantes do vinho, sem pedantices, ou preciosismos técnicos, onde todos são bem vindos.
Todos os produtores que queiram ver uma prova dos seus vinhos, contacte com: pontaodasvinhas@gmail.com
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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Feiras de Vinhos


Cá estão as aguardadas feiras de vinhos. O Pingo Doce deu o "tiro" de partida, com as já célebres promoções leve 6 pague 5. Confesso que estava inclinado a comprar uma caixa de Porto da Bouga, mas depois de no passado domingo, ter provado em almoço de família a colheita de 2008, fiquei um pouco desapontado, achando o vinho um tanto afastado daquele perfil que tanto me encantava, mesmo depois da introdução no lote da Touriga Nacional e da Syrah.
Hoje ao inicio da tarde desloquei-me ao Modelo de Portalegre, onde a feira estava montada há pouco tempo. Nestas coisas de feiras de vinhos, sou como os miúdos numa loja de brinquedos, facilmente me desoriento e entro em despesas. As "loucuras" de hoje à tarde, até foram mais ou menos racionalizadas. Trouxe para casa 3 Douros de 2007 porque é aquele ano de excelência na região, com tintos fabulosos e declarações de vintage a rodos. Acompanharam-me até ao domicilio o Passagem Reserva, um vinho que experimentei há uns meses na versão de 2005 e que me deixou encantado pela frescura, um Kopke Reserva, uma das melhores relações preço qualidade da região e um Evel Grande Reserva, outro dos meus tintos preferidos do Douro. Como tinha uns dinheiros no cartão Modelo, resolvi trazer uma novidade um Terras do Pó 2007 tinto, composto por 3 castas: Syrah, Touriga Nacional e Petit Verdot, uma curiosidade, vindo de um dos meus produtores de referência.
Ainda fiquei a piscar os olhos a um Má Partilha Merlot de 2007, a um Terra a Terra reserva de 2007 e a um Passadouro de 2006. Mas pronto nada de loucuras.
A alma paciente que conseguir ler estas linhas, chegada a este ponto deve-se perguntar: "e os vinhos do Alentejo?" Pois. Sendo eu Alentejano dos 4 costados, e sendo a região a minha preferida nos tintos, foi com desolação que observei a prateleira do Alentejo, nesta feira do Modelo aqui em Portalegre. Praticamente são os mesmos vinhos, que vamos vendo todos os dias na garrafeira deste super mercado. Um 4 castas do esporão para animar, um fita preta e o resto deja vu. Para quem reside em Portalegre, dava jeito deitar a mão a bom preço a um destes néctares: Arundel; Cem Reis; Alento Reserva; Monte dos Cabaços; os varietais das Servas ou do Esporão; Vinha do Almo Escolha; Ponte das Canas; Monte da Peceguina entre outros.
É o que há... Resta-me dar um saltinho a Estremoz no próximo fim de semana, que para aquelas bandas as coisas devem estar mais compostas.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Castelo d' Alba Reserva tinto 2005



Região: Douro DOC
Produtor: VDS
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz
Alc: 13,5º
Preço: 6€
Nota de prova: 14
O mundo dos vinhos tem coisas interessantes. Alguns dias depois de ter provado o este vinho, mas de 2003, eis que depois de provar o 2005 este me pareceu. mais desmaiado, plano e sem garra. Seria da garrafa?

Castelo d´Alba Reserva tinto 2003




Região Douro DOC


Produtor: VDS


Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz


Alc: 13,5º


Preço: 5,80€


Nota de Prova: 16



Desde há algum tempo que provo este reserva, sendo na minha opinião um valor seguro para um Douro. Surge com uma côr pouco carregada, no aroma revela-se ainda em boa forma, concentrado, frutado, alguma tosta. Na boca apresenta um corpo médio, alicorado, saboroso. Termina com garra.

EA Rosé 2009


Região: Alentejo, vinho regional

Produtor: Adega da Cartuxa

Castas: Syrah, Grenache, Aragonês

Alc: 13,5º

Preço: 4,80€

Nota de prova: 15,5


A cor faz lembrar petróleo, no nariz surge composto, com fruta bem expressiva. Na prova de boca surge com corpo firme, algum químico, mas sem exagero, alguma doçura final a lembrar rebuçado, mas com acidez correcta. Um rosé sério, composto e muito gastronómico. Acompanhou bem uma pizza

Quinta das Tecedeiras Reserva 2003



Região: Douro DOC

Produtor: Quinta das Tecedeiras (Dão Sul)

Castas: Vinhas velhas

Alc: 14,5º

Preço: 25€

Nota de Prova: 18

Muito boa cor, carregada, para um vinho com 7 anos. No nariz surge inicialmente fechado, austero, com alguns apontamentos florais, fumados, abrindo depois notas de fruta bem madura e convidativa. Na prova de boca, apresenta-se como um vinho surprendentemente elegante, fino, onde os 14.5º passam completamente despercebidos, com o corpo contido em tamanha elegância, termina longo com taninos de seda.
Um grande tinto do Douro com 7 anos, no ponto para ser bebido, embora pela qualidade que demonstrou, ainda aguente um bom tempo de repouso.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Fabre Montmayou Gran Reserva 2007



Região: Mendonza, Argentina

Produtor: Fabre Montmayou

Castas: Malbec e Touriga Nacional

Alc: 14.5º

Preço: 22€ em restaurante!


Nota de prova: 17,5


Uma companhia especial, um restaurante especial, mereciam sem dúvida um vinho destes. Quando foi lançado para o mercado, fiquei desde logo com a "pulga atrás da orelha". Feito na Argentina, por um dos mais categorizados enólogos portugueses, com a casta rainha daquelas paragens e a nossa casta rainha, fiquei curioso por ver o resultado deste "casamento"
O local escolhido foi o restaurante Tomba Lobos, quando este ainda se encontrava no lugar da Pedra Basta em Portalegre. Arroz de Capoeira e Secretos primorosamente confeccionados, pediam um bom tinto. Depois de solicitada a carta dos vinhos, qual não foi o meu espanto quando esta botelha estava a marcada a 22€ (no retalho anda entre os 18 e os 20€), bem, pensei cá para os meus botões: dias não são dias, e nem é tarde nem é cedo!
Apresentou uma cor muito carregada. Um nariz fantástico, fruta preta, terra, chocolate amargo. na boca saiu um vinho robusto, bem na linha dos Gran Reservas desta casa, muito especiado, pujante, mas com boa acidez e notável elegância, fruta de excelente qualidade,termina guloso e muito longo.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Fita Preta Tinto 2007



Região: Alentejo (vinho regional)


Produtor: Fita Preta Vinhos.

Castas: Trincadeira, Aragonês e Alicante Bouschet

Alc: 14,5º

Preço: + 7€

Nota de Prova: 16,5


Adquiri este tinto por duas razões: a primeira para perceber como funciona a triologia "sagrada" de castas do terroir de S. Mamede em zonas mais quentes e pela boa qualidade geral dos vinhos deste produtor.
A côr aparece bem, nariz com fruta bem expressiva, ameixa, alguma compota. Na boca é um vinho potente, bem encorpado, a fruta a destacar-se, acidez correcta e um final de boca muito guloso. Um vinho "perigoso" que se bebe com bastante prazer, conjugando a tradição alentejana com a modernidade, do novo mundo. No Outono que se aproxima, se conseguirem arranjar uma ou duas garrafas, não hesitem. Altamente recomendado

Catapereiro Escolha 2007


Região: Ribatejo, (vinho regional)

Produtor: Companhia das Lezírias

Castas: não mencionadas

Alc: 14º

Preço: - 4€

Nota de Prova: 14,5


Um tinto ribatejano honesto. Cor pouco carregada, aroma onde a fruta aparece escondida por alguma madeira. Na boca um vinho agradável, com fruta de boa qualidade e notas alicoradas. Um senão: a madeira que surge algo excessiva.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Quinta do Rol 2007



Região: Lisboa, vinho regional.
Produtor: Sociedade Agrícola da Quinta do Rol.
Castas: Pinot Noir.
Alc: 14 º
Preço: +,- 14€
Nota de Prova: 16,5
Confesso que desde o Casa Cadaval 2000 que não bebia um Pinot Noir. Casta dificil e mais difícil em Portugal segundo dizem os especialistas, foi com curiosidade que abordei este vinho.
Apareceu com uma cor limpa, pouco carregada, um aroma delicado a cereja madura, alguma madeira e alicorados discretos. Na prova de boca destacam-se os taninos finos, o toque de cerejas, embora termine de forma quente, é um vinho fresco, elegante e diferente. O melhor Pinot Noir nacional que já provei.

terça-feira, 27 de julho de 2010

De volta à escrita



Tenho andado um pouco arredio da eno escrita. Trabalho, verão, calor, depois as férias e a cultural "lanzeira" alentejana, conjugaram-se para produzir nada.
Um blog, qualquer que seja a sua temática, só se torna interessante se as novidades forem aparecendo com frequência, caso contrário não se justifica. Quando se entra em estado letárgico na net, é-se sempre um forte candidato a mais um lugar no imenso mar dos blogs naufragados.
Para além da escrita um blog de vinhos vive disso mesmo do vinho. Não só dos vinhos de que toda a gente (blogs e imprensa especializada) fala, mas também de algumas "pingas" menos conhecidas, outras que todos os dias nos olham na prateleira do supermercado, envergonhadas na sua baixa cotação e que nós olhamos de cima, com a nossa arrogância de enófilos noviços, rotulado-os de "patinhos feios" e como sempre a ignorância é a mãe do preconceito.
Depois há aquelas raridades que ocasionalmente nos vêm parar aos copos e às mãos, momentos de deleite, para qualquer enófilo, seja por altruismo ou soberba, são sempre bons demais para não serem partilhados.
Nestes meses quentes, há sempre os nossos nécatres de eleição, brancos e rosés. O interessante é depois constatar que a opinião deste ano não é igual há de 2009 e talvez nem seja parecida com a de 2011.
Com os dois últimos posts parece que "aboborei", mas desde Maio para cá tenho bebido alguma coisa interessante. Os "patinhos feios" os "calimeros" e também os "patos bravos", tive a sorte de ter um par de momentos, à volta de verdadeiras pérolas e pelo meio tenho bebido aquilo que se insere no mainstream. Será destes momentos que vos darei conta nos próximos posts.
Há duas coisas essenciais neste blog: os seguidores e leitores que tem a paciência de ir por cá passando, a ver o que há de novo e que de vez em quando dizem: "ainda bem que passei por lá aquele vinho realmente foi uma boa malha" e de outras dirão "grande barrete!! aqueles gajos devem andar a beber água rás" enfim é a vida.
Depois e sempre temos os amigos, aqueles que com quem o blog se vai construindo, os vinhos são quase sempre bebidos em boa companhia e beber vinho sózinho é um crime. Um homem só não consegue produzir Civilização e como disse o grande Ernest Hemingway, o vinho é o produto mais civilizado do Mundo

Boas provas (com este calor brancos!) e abraços

terça-feira, 8 de junho de 2010

Primeira prova às cegas 10 de Abril de 2010 Parte II

Depois de uma ausência demasiado prolongada, eis o último post da primeira prova às cegas do Pontão das Vinhas. Sem mais conversa, vamos aquilo que interessa - os vinhos. Serão apresentados por ordem de prova, mas sem classificações, uma vez que a nossa primeira prova destinou-se mais ao convivio e a avaliação de vinhos foi mais informal.



Quinta de La Rosa Reserva 2007

Região Douro DOC

Produtor: Quinta de la Rosa

Castas: N/D

Alc: 15º

Preço: + 25€

Vinho trazido pelo Hélder Caldeira.



O vinho mais injustiçado da prova, sendo o primeiro, foi suplantado por alguns que se seguiram, estando ainda muito fechado, no fim da prova estava excelente.



Vinho com uma bonita cor granada, algo luminosa. No nariz madeira discreta, framboesas. Na boca às primeiras impressões não parecia um tinto do Douro, algum toque mediterrânico, quente, envolvente, suave e morno, confirma o bom registo frutado, onde a madeira praticamente não se nota. Um belo e harmonioso Douro.







Post Scriptum de Chryseia 2007

Região: Douro DOC

Produtor: Prats & Symington

Castas: N/D

Alc: 14º

Preço:+,- 12€

Vinho trazido pelo José Eduardo Pereira



Uma cor carregada, no nariz fruta muito expressiva, com destaque para toques de groselha, na boca muita fruta, algo carregado, groselhas, notas de iogurte, alguma secura, um vinho doce mas fresco, o único senão para o final de boca algo curto. Um bom vinho do Douro a conformar que a vindima de 2007 foi das melhores deste século.





Quinta da Viçosa 2005

Região: Alentejo: Vinho Regional



Produtor: João Portugal Ramos



Castas: Touriga Nacional e Merlot



Alc: 14,5º



Preço: +,- 22€



Vinho trazido pelo Duarte Silva





Uma cor densa, escura. No nariz, ligeiro floral, balsâmico, com o álcool em destaque. Na boca bom impacto da fruta, em grade qualidade, apoiado num fundo balsâmico, algum cacau, corpo sólido, final especiado. Quem não conhecia este Quinta da Viçosa ficou fã. Um dos grandes vinhos da tarde. Muito bom.





Scala Coeli 2006

Região: Alentejo (vinho regional)

Produtor: Fundação Eugénio de Almeida

Castas: Syrah

Alc: 14,5º

Preço: + 35€

Vinho trazido pelo Miguel Carola



Um vinho que começa logo por se impor no nariz: muito quente, algum cacau, tosta, borracha, fruta madura de grande qualidade. Na boca confirma o perfil, um vinho quente bem poderoso, com muita energia por acalmar. Para a maioria dos convivas foi a estrela da prova e que na sua terceira edição, vai a caminho de se tornar um ícone do Alentejo.


Meandro do Vale Meão 2005



Região: Douro DOC



Produtor: Francisco Olazabal & Filhos



Castas: Tinta Roriz, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca e Tinta Amarela



Alc: 14º



Preço: 12€



Vinho trazido pelo José Maria Paínha






Dois meses antes desta prova tinha experimentado o Meandro 2005 pela primeira vez. conquistou-me ao ponto de o trazer para esta prova às cegas. por vezes os vinhos mudam de perfil, de garrafa para garrafa, ou nas condições de guarda, e talvez este tenha sido o caso, uma vez que a primeira garrafa de 2005 primava pela harmonia entre todos os elementos, terminando com grande elegância, um vinho fascinante.



Esta garrafa foi o vinho que menos agradou aos convivas, alguns acharam-no demasiado duro ainda, apontando para um vinho bem jovem, algo raçudo. O facto é que embora um pouco mais vigoroso que a garrafa que tinha provado antes, continuo a considera-lo um belo tinto





600 Altas Quintas 2007



Região: Alentejo (Vinho Regional)



Produtor: Altas Quintas Lda



Castas: Trincadeira, Aragonês e Alicante Bouschet



Alc: 13,5º



Preço: 5€



Vinho trazido pelo Domingos Cunha

Uma das surpresas da tarde. Este 600 foi a confirmação de como uma prova às cegas nos pode fazer mudar a ideia que temos de um determinado vinho. Uma cor mediana, no nariz muita fruta, ligeiro adocicado. Na boca um tinto equilibrado, suave, embrulhado na fruta, sumarento e guloso.


O Hélder Caldeira que já tinha provado o 600, tendo ficado com uma opinião algo negativa em relação a este vinho, depois de o ter provado às cegas, mudou um pouco a sua opinião.





Leo d´Honor 2003



Região: Palmela DOC



Produtor: Casa Ermelinda Freitas



Castas: Castelão



Alc: 14,5º



Preço: + 30€



Vinho trazido pelo Paulo Caldeira





Para mim o melhor vinho da tarde. Eu que não gosto particularmente de mono castas, nos tintos tenho duas de eleição: o Alicante Bouschet e o Castelão. Gosto de um Castelão de Palmela, terra onde a casta exprime melhor o seu carácter, como apreciava a marca que deixava nos lotes de alguns vinhos do Alentejo, nos de Borba principlamente, como acho que tem sido um erro a sua marginalização no Alentejo, mas felizmente é só a minha opinião e os vinhos do Alentejo estão em grande forma.



Aqui temos um castelão de vinhas velhas, com uma cor impressionante, mas já com alguma evolução. Mais jovem no nariz, com a barrica presente, mas a não esconder o carácter da casta, muita fruta, baunilha. Na boca adstringência bem presente mas agradável e tipica da casta, taninos em força, muita substancia, alguma suavidade no fim. Um Castelão, nascido na terra "rude" mas com tratamento de principe. Um grande vinho português.







Pedra Basta 2007



Região: Alentejo DOC



Produtor: Sonho Lusitano Vinhos



Castas: Aragonês, Alicante Bouschet, Trincadeira, Cabernet Sauvignon



Alc: 13,5º



Preço: 12€



Vinho trazido pelo António Caldeira



Um vinho um pouco controverso durante a prova. O Paulo Caldeira, não ficou com grande impressão deste Pedra Basta, eu simplesmente fiquei rendido. Um bom (com B grande) tinto alentejano. Cor muito escura, carregada. Nariz com tosta bem presente, torrados, café e caramelo, num fundo de fruta. Na boca confirma o perfil, bastante sofisticado, muito jovem taninos ainda respigados, mas dá um grande prazer a beber. Um belo tinto que deixa saudades.




Dona Maria Reserva 2003



Região: Alentejo, vinho regional



Produtor: Júlio Bastos



Castas: Alicante Bouschet, Aragonês, Syrah e Cabernet Sauvignon.



Alc: 14º



Preço: 28€



Vinho trazido pelo Carlos Painha.



Eis como se termina uma prova em grande. Um clássico do Alentejo e um grande vinho de Portugal. No espaço de 6 meses tive a sorte de provar 3 garrafas desta preciosidade, duas de 2003 e a última de 2005 para celebrar o campeonato do Glorioso. Um tinto que já foi postado aqui, e que confirma a excelência. Embora nesta prova tivesse mais fechado. A cor escura, o nariz cheio de especiarias madeira e balsâmicos, a boca num portento de vigor e densidade, taninos imponentes, final longo e especiado.
Bebeu-se até à ultima gota com nuita saudade.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Primeira prova às cegas 10 de Abril de 2010 Parte I

Um dos nossos administradores, o Paulo Caldeira e o meu irmão Carlos Paínha, conspiraram em segredo para a organização da primeira prova cega do Pontão. A prova que eu andava para organizar há mais de dois anos, muita conversa, muitas outras coisas que fazer e eis que estes dois artistas, no maior dos secretismos, quais agentes do MI6, do dia para a noite surpreendem toda a gente com uma carta misteriosa e pronto! Não havia volta a dar e ainda bem. A prova marcou-se para 10 de Abril, numa tarde solarenga de primavera, nas instalações do antigo bar da casa do povo, gentilmente cedidas pela Junta de Freguesia de Veiros, iniciamos o Tal evento (que espero o primeiro de muitos), destinado a um grupo de enófilos, que em Veiros fazem a nossa terúlia do vinho.
A prova foi primorosamente organizada. Uma das instruções que seguia no nosso convite, obrigava-nos a levar a garrafa, completamente icógnita, onde rótulo e outros elementos identificativos do vinho teriam que estar ocultos.
Chegados ao local, os pormenores estavam em conformidade: bolachas de água e sal, águas individuais (obrigado ao CV), copos correctos e para os mais gulosos uns enchidos. De inicio o Paulo Caldeira, tomou o "pulso à coisa" e procedeu ao sorteio da prova, a cada vinho que foi previamente decantado, foi atribuido um número saida, estabelecendo-se a seguinte ordem, pelo nome dos donos das garrafas:
1 Helder Caldeira
2 José Eduardo Pereira

3 Duarte Silva
4 Miguel Carola

5 José Maria Paínha

6 Domingos Cunha

7 Paulo Caldeira
8 António Caldeira
9 Carlos Painha



As "pingas" alinhadas para a prova

E depois de revelada a identidade o "bruá" de algumas surpresas.


A história continuará....

quinta-feira, 25 de março de 2010

Monte da Peceguina - 2007




Região: Alentejo, Albernôa

Produtor: Herdade da Malhadinha

Castas: Alicante Bouschet, Aragonês, Cabernet Sauvignon e Tinta Caiada

Alc: 14,0º

Preço: +/- 8€

Nota de Prova: (eu gostei, deixo à vossa consideração)


Quanto à prova, encontrei uma mistura de frutos vermelhos, o que mais se destacou foi talvez a framboesa. É vinho com uma acidez moderada que não deve levar muito tempo a ser consumido. Espero que gostem...

Cumprimentos enófilos

segunda-feira, 15 de março de 2010

Primeiro Aniversário


Faz hoje um ano que um grupo de carolas se juntou no estabelecimento do amigo Alfredo, entre petiscos, vinhos e PCs em cima da mesa, fez nascer o Pontão das Vinhas.
Hoje 15 de Março de 2010 é um dia especial, um dia que dedicamos a todos os seguidores e leitores do "Pontão", pois este espaço é vosso e existe para vos servir. Todos estamos de parabéns. Para que daqui a um ano, tenhamos razões, para comemorar o segundo aniversário, continuaremos a nossa aventura de "aprendizes de feiticeiro" pelo mundo do vinho, procurando estar à altura das vossas visistas e comentários que esperamos abundantes.
Brevemente algumas novidades irão surgir, começando por um layout mais apelativo, passando por alguns desafios sobre o mundo do vinho que serão do agrado de todos.
Para celebrar o nosso aniversário fazemos sair a nossa lista dos Melhores do Ano tendo em conta os seguintes pressupostos:
1. Divisão dos vinhos em 4 categorias: Tintos, Brancos, Rosés e fortificados. (Não constará nenhum rosé, porque nenhuma prova desta categoria foi postada)
2. Cada categoria apresentará os 10 melhores, sendo que cada, teve uma nota de prova nunca inferior a 16,5. (na categrias de brancos o número é reduzido tendo em conta as provas feitas, a categoria de fortificados ficará em branco, porque o único vinho provado obteve uma classificação de 16)
3. A lista é apresentada por ordem alfabética.


Melhores do Ano

Tintos
Dona Maria Reserva 2003 - Alentejo
Encostas de Estremoz Reserva 2007 - Alentejo
Fabre Montmayou Gran Resrva Malbec 2005 - Argentina
Francisco Nunes Garcia Reserva 2001 - Alentejo
Herdade do Perdigão Reserva 2004 - Alentejo
Mouchão 2002 - Alentejo
Ponte das Canas 2005 - Alentejo
Quinta do Carmo 1992 - Alentejo
Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo Reserva 2007 - Douro
Torre de Frade Reserva 2005 - Alentejo


Brancos
Pera Manca 2007 - Alentejo
Quinta de la Rosa 2008 - Douro

segunda-feira, 8 de março de 2010

Grão Vasco Alentejo 2007



Região: Alentejo, Vinho Regional (Vidigueira)

Produtor: Sogrape

Castas: Aragonês, Trincadeira, Alicante Bouschet

Alc: 13,5º

Preço:3€

Nota de Prova: 15


Mais um vinho de combate do Alentejo. Qualidade média a excelente preço. Aroma assente na fruta madura, alguma compota. Na prova de boca apresenta-se guloso, redondo e envolvente, mantém o registo frutado, tem acidez e álcool correctos, termina ligeiramente picante. Um bom vinho para o dia a dia, bastante versátil em termos gastronómicos.